Não anotei, mas vi quem foi: Peñarol, Once Caldas, Universidad Católica e Libertad.
Todos eles passaram por cima do futebol “pentacampeão mundial”.
Que vexame. O torneio podia chamar “Taça Libertadores do Vexame”. Sinceramente.
Em fevereiro, quando a competição mal havia começado, na condição de “Pré”, o Corinthians deu o primeiro vexame brasileiro.
Agora, nas oitavas de final, quatro times resolveram “copiar” a decepção corinthiana.
O que aconteceu? O futebol brasileiro piorou?
Não. A confiança excessiva eliminou os brasileiros.
O caso clássico: Cruzeiro.
Espantava a facilidade que o Cruzeiro vencia os adversários. Mais na Libertadores, do que no Campeonato Mineiro.
Jogo em casa era fácil, e fora do Brasil também. Primeiro lugar geral. “O Barcelona das Américas”.
Será que o elenco (e grande parte dele estava lá) se lembrava de 2009? A diretoria? Cuca?
Se o Estudiantes, numa final de Libertares, em que perdia por 1 a 0, virou um jogo no Mineirão, em 20 minutos, por que o Once Caldas não poderia ganhar o jogo?
A imagem da confiança excessiva, do oba-oba, foi à expulsão de Roger. Saiu aplaudido.
Será que quem aplaudiu a saída de campo de Roger, aplaudiu no final? Aplaudiu a entrega do time?
Tenho certeza que não.
Porque o time imaginava que o jogo estava “sob controle”.
Escuto muito isso no futebol, depois da partida, o treinador vai falar na coletiva “o jogo estava sob controle”. Como?
É uma guerra, com armas, que você domina um adversário, que não tem como revidar, a custo de perder a vida?
Outra frase batida, quando o time toma um gol de “bola parada”: “Treinamos muito essa jogada durante a semana para não tomar esse gol”.
Como se treina escanteios, ou faltas, passíveis de cruzamento na área, com segurança que você não vai sofrer um gol?
Você chama o batedor oficial do time adversário, mais os atacantes e zagueiros, para ter certeza como ele vai cruzar a bola na área (naquele momento da partida) e quanto um jogador pode subir para cabecear?
A verdade é, existem situações no futebol, que por mais que sejam treinadas, não existe uma maneira de prever se, o jogador vai bater certo na bola, com um cruzamento milimétrico, para outro jogador, que vai definir o lance com precisão, estando no lugar e no momento certo.
Além de se treinar muito, o time, o técnico, a diretoria, todo mundo, tem que entrar focado no jogo.
Parece trivial, mas em jogo de futebol, tudo pode acontecer, e em poucos minutos. Reverter à situação, na maioria das vezes, é muito difícil.
Se você tem a vantagem em jogo de mata-mata, não conte com ela. Jogue para vencer, ou até para não perder, mas não conte que você tem o “controle” do jogo, porque uma falta, passível de acontecer a qualquer momento, pode mudar a história de um campeonato. Não é Petkovic?
O Fluminense? Podia até perder. Que luxo. A equipe passa sufoco desde o primeiro jogo da competição e agora pode perder? Quanto terminou o primeiro tempo? 0 a 0? É questão de tempo. Tomou dois gols, no fim da partida, em 5 minutos. Vexame.
Lembram do Barcelona x Real Madrid “a la gaúcha”? Virou Bayern de Munique x Lyon (Peñarol x Universidad Católica).
O Inter? Podia até empatar em 0 a 0. Final do primeiro tempo, 1 a 0 para o colorado. Agora é só esperar os 45 minutos finais.
Em 15 minutos o jogo estava 2 a 1 para o Peñarol. Vexame.
O Grêmio? Foi o único que não deu vexame. Perdeu em casa por 2 a 1 e confirmou a eliminação, com uma derrota na partida de volta para o Universidad Católica.
Deve ter sido uma eliminação saborosa, já que era esperada, mas a do rival não.
Na semana passada, escrevi que, por apostar em T-O-D-O-S os times brasileiros na Libertadores, tinha grandes chances de errar feio os meus palpites.
Não esperava tudo isso, confesso. Mas, eu errei além dos brasileiros. Tive 25 % de acerto!
Me fez pensar, em Sócrates, o filósofo grego e não o filósofo ex-jogador: “Só sei que nada sei!”.
Veja como ficaram os confrontos das quartas-de-final da Libertadores:
Em tempo: Para aumentar o vexame na Libertadores, o técnico do Cruzeiro agride um jogador adversário, de forma estúpida. Lamentável e patético.
Já escutei comentários, que quase fazem do jogador, o culpado pela agressão que sofreu. Peloamordedeus. Santo bairrismo.
Cuca deveria ser suspenso pela Conmebol e ser multado pelo Cruzeiro. É o mínimo que se espera de punição, para um técnico que agride um jogador, durante a partida.
PS: Falo da Copa do Brasil semana que vem.

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