Uma chance. Foi o bastante para Ronaldo.
Em 1993, com 16 anos, o atacante estreou pelo Cruzeiro.
Jogou o Campeonato Brasileiro e a Supercopa. Foi destaque nas duas competições.
Foi o terceiro artilheiro do Brasileiro (12 gols) e goleador máximo da Supercopa (8 gols).
Ótimo começo, mas em um país que brotam atacantes, como pés de goiaba, a chance só viria no ano seguinte.
Em 1994, Carlos Alberto Parreira fechava o grupo que iria para a Copa do Mundo dos EUA.
No ataque ele já havia testado, ao longo de quase quatro anos a frente da seleção, jogadores experientes, revelações e craques.
Romário só garantiu sua vaga depois de classificar a seleção, no histórico 2 a 0 contra o Uruguai no Maracanã.
Bebeto era unanimidade. Mas ele poderia levar mais dois atacantes. Quem sabe três?
Careca já não era o mesmo de anos atrás. Estava no futebol japonês, que naquela época, era considerado o “asilo” de grandes jogadores.
Sua grande chance foi a Copa de 1990. A eliminação nas oitavas de final para a Argentina, acabou apagando a grandeza, desse atacante fora de série.
Muller havia jogado às eliminatórias e tinha a confiança de Parreira e do Supervisor Técnico (que não tem 13 letras) Zagallo. Estava garantido na Copa.
Parreira queria um meia-atacante.
Nessa posição, nas eliminatórias, ele escolheu Palhinha, que estava em ótima fase, jogando ao lado de Muller, e da grande esperança do meio campo brasileiro, Raí.
Para a Copa do Mundo, o técnico acabou optando por Paulo Sergio, que se destacou em 1993 no Corinthians e foi vendido para o Bayer Leverkusen.
Jogando bem na Alemanha, e com o mesmo “diferencial” de Palhinha, jogar como meio-campo e atacante, Parreira optou por ele.
Ainda sobravam duas vagas.
Último amistoso da seleção antes da Copa. Brasil x Islândia. Chegou à chance.
Escalados no ataque: Viola e Ronaldo.
O resto é história, e está no vídeo abaixo:
“Menino Ronaldo”, como era chamado na época pelo narrador da Globo MG, o saudoso Fernando Sasso, precisou desse jogo, para não sair mais da seleção nos próximos 12 anos.
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