Essa é a edição mais “democrática” e mais interessante dos últimos anos da Taça Libertadores.
Nas semi-finais, 1 time do Uruguai, 1 do Brasil, 1 da Argentina e 1 representante do Paraguai.
Convenhamos, hoje, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai são as grandes forças de futebol da América do Sul.
É o que mostrou a Copa do Mundo de 2010.
E só temos “cachorro grande” nessas semi-finais.
O Santos dispensa comentários. Tem o melhor treinador em atividade no Brasil (sim, o Murici, hoje, está acima do Felipão, Dorival Jr. e outros), o melhor jogador brasileiro (Neymar) e um elenco de alto nível. Candidato a ganhar tudo este ano, se manter o elenco (que ganhou um reforço para o ataque).
O Vélez Sársfield não é Boca Juniors e nem o River Plate. Mas é o líder do torneio “Néstor Kirchner Clausura”. Vale a explicação de como funciona o Campeonato Argentino (e também o Uruguaio e Paraguaio).
Na Argentina o campeonato é dividido entre “Apertura” (segundo semestre) e “Clausura” (primeiro semestre).
Lá (como na Europa) eles consideram o início da temporada em Agosto, por isso o torneio do segundo semestre, tem o nome de “Apertura”.
Com isso, todo ano, a Argentina tem dois campeões nacionais.
Em cada torneio, as 20 equipes da primeira divisão se enfrentam em turno único. A equipe que somar mais pontos é campeã.
Essa fórmula foi adotada no inicio da década de 90 na Argentina.
Essa fórmula foi adotada no inicio da década de 90 na Argentina.
A edição do “Clausura” 2011 leva o nome de “Néstor Kirchner”, em homenagem ao ex-presidente do país, falecido no final do ano passado.
Voltando ao Vélez, o time foi vice-campeão do “Apertura” do ano passado (o campeão foi o Estudiantes), e é o atual líder do Clausura.
O Vélez não está entre os times mais tradicionais, tampouco tem uma das maiores torcidas do país.
A partir da década de 90, o time mudou de patamar.
A afirmação foi o título da Libertadores, em pleno Morumbi , derrotando o São Paulo (que era o Bi-campeão da competição) nos pênaltis.
O vilão daquele dia foi o atacante são-paulino Palhinha, que errou sua cobrança e o goleiro-artilheiro José Luiz Chilavert, que saiu xingando todo mundo, na comemoração da única Libertadores do clube.
O Vélez vai encarar um “supercampeão” da Libertadores pela vaga na final, o tradicionalíssimo Peñarol de Montevidéu.
Talvez hoje, os argentinos tenham mais time, mas o Peñarol tem mais camisa e títulos. Entre os quatro finalistas, é o que mais levantou a taça da libertadores, 5 vezes!
O Peñarol entrou em uma “draga” nos anos 2000. Não ganhava um título nacional desde 2003 e não disputava a Libertadores desde 2005.
Vale ressaltar que no Uruguai, é quase obrigação que Nacional e Peñarol disputem a Libertadores, pela falta de grandes clubes e de um campeonato nacional de alto nível.
Esse duelo entre Peñarol x Vélez promete muito. Primeiro que o confronto numa semi-final de Libertadores entre Argentinos e Uruguaios, vai sair até faísca. É catimba e pancada o tempo inteiro.
O Vélez (como quase todo time argentino) tem seu caldeirão, o estádio José Amalfitani para 49 mil pessoas.
O Peñarol joga no estádio Centenário de Montevidéu, outro caldeirão, com capacidade para 70 mil pessoas.
O adversário do Santos é o Cerro Porteño, o único semi-finalista que não tem título da Libertadores.
O Cerro é o segundo clube mais tradicional do país, ao lado do Olímpia, que também tem sede na capital paraguaia, Assunção.
Apesar da seleção paraguaia ser muito forte, o país não tem clubes disputando grandes títulos.
O melhor time do país atualmente (campeão do Apertura e Clausura) é o Libertad que foi eliminado nas quartas-de-final pelo Vélez (com duas vitórias dos argentinos).
O Olímpia, time com maior número de títulos do país, está “hibernado” desde o título de 2002, quando bateu o São Caetano na final da Libertadores.
O Cerro não é nenhum Barcelona (apesar de usar as mesmas cores do time espanhol), mas merece muito respeito. Nenhum time chega a semi-final da Libertadores sem méritos.
O Santos precisará jogar bola para chegar a final, caso contrário, pode amargar uma eliminação.
Aconteceu com Cruzeiro, Fluminense e Internacional, que foram arrogantes ao ponto de achar que já estavam classificados. Todos amargaram derrotas humilhantes.
Claro, não vou encerrar o post sem palpitar. Vou ser coerente e apostar nos times que vem me “ajudando” a acertar algumas previsões.
Os finalistas serão: Santos x Vélez
Confira abaixo, como foi a fase de playoffs da Libertadores, até as semi-finais:


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