Você percebeu que Abel Braga é tratado como salvador da pátria do Fluminense?
Só se fala dele, desde que Muricy Ramalho pediu demissão do clube, em março deste ano.
A eliminação da Libertadores foi pouco repercutida. Deu impressão que a derrota era esperada, já que o time estava “sem técnico”.
O “sem técnico” era porque Éderson Moreira, então treinador interino, não contava com a confiança da diretoria, torcida, jogadores e imprensa.
O fracasso na Libertadores estava perdoado. O ano inicia no começo de Junho, quando Abel Braga irá assumir a equipe.
Pouca ambição para um clube que investe forte no futebol.
Abrir mão da principal competição do continente, com jogadores de “peso de ouro”, porque o time não tem técnico. Tudo normal.
O que parece é que o Fluminense não entrou em campo esse ano.
Perdeu o carioca, sem ao menos chegar a final de um dos turnos.
Ok, o time disputa a Libertadores, os outros que se preocupem com o regional.
A Libertadores foi para o “vinagre”.
Tudo bem, o time mostrou que é bom, conseguiu classificação para a fase de mata-mata, o que já foi um ato heróico, digno do time de guerreiros.
O primeiro semestre foi um vexame.
Tudo sob controle. Problemas aconteceram. Perderam o técnico, mas já foi contratado um substituto “de peso”, que chega daqui há três meses.
Mas e as criticas do ex-atacante Emerson Sheik? Ele disse que o elenco é “rachado”.
Tudo tranqüilo. Vai acreditar no “flamenguista”?
E as declarações de Souza, que reclamou de ser bode expiatório do grupo, pelo fracasso atual?
Situação contornada. Jogador tem que treinar e não dar palpite.
Muricy Ramalho, aquele mesmo que não foi para seleção e conquistou o Brasileiro, reclamou da estrutura do clube.
Ele exagerou. Reclamar agora. Por que não falou nada antes.
O Campeonato Brasileiro vai para a quarta rodada.
Abel fez o seu primeiro treino hoje. Será que está tudo certo agora? O Flu, a partir da próxima rodada, é candidato ao título? Tudo que foi dito, deve ser apagado? Foram acasos, e com Abel no comando é “vida nova”?
Acredito muito pouco em “salvadores da pátria” no futebol. É um esporte coletivo, que precisa do grupo.
Para o treinador, estrutura e tempo no comando da equipe, fazem a diferença.
São proporcionais ao sucesso de qualquer profissional em qualquer profissão. No futebol não é diferente.
O Flu deveria abrir o olho, reconhecer que o ano é péssimo e que o time está devendo muito.
É o mesmo clube, que teve um primeiro semestre espetacular em 2009, perdeu a Libertadores nos pênaltis, e achou que iria apenas disputar o Brasileiro, para afogar as mágoas.
O Flu foi quase amanheceu na segunda divisão. Foi por muito pouco.
O time é bom (o elenco é médio). O treinador é experiente. Mas o campeonato já começou. Os problemas continuarão a serem “maquiados”?
Vou ficar de olho no Fluminense nesse campeonato.
Acho difícil, com essa falta de planejamento e estrutura precária, que o time se destaque no Brasileiro.
Barba de molho nas laranjeiras.
De volta. Abel, o "bombeiro" das laranjeiras.

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