quinta-feira, 14 de abril de 2011

Falcão vai dar certo no Inter?

Já adianto que, o titulo do post é uma pergunta pra todo mundo. Eu não tenho uma resposta exata.
Apostei na terça-feira que o Chelsea virava em cima do Man. United! Quebrei a cara.

Está claro que a diretoria colorada aposta mais, no ídolo Falcão, do que no treinador Paulo Roberto Falcão.
Não sei se eles querem “imitar” o Grêmio, que tem no comando um ídolo: Renato Gaúcho.

Pensando friamente, se a tática é essa, apostar em um ídolo do clube, eu contrataria Dunga. E acho que Falcão e Dunga têm histórias parecidas, em um ponto da carreira, o comando da seleção brasileira.

Falcão como comentarista é ruim. Minha opinião.

Como jogador era craque. Volante de altíssima qualidade. Sabia marcar, tinha ótimo passe, chutava de fora da área e também chegava para definir. Diziam que, jogava de forma tão clássica, que nem sujava o uniforme. Pra se ter idéia do que ele alcançou como jogador, ganhou o apelido de REI DE ROMA, quando jogava no time da capital italiana! É mole?

Teve uma grande decepção na Itália, perdeu uma final de Champions League, em casa, para o Liverpool, nos pênaltis. Acontece. Não é Renato Gaúcho?!

Por ser um cara bem articulado, virou comentarista de futebol na TV. Primeiro, na extinta Rede Manchete, na Copa do Mundo de 90. A seleção campeã foi a Alemanha (na época, Alemanha Ocidental).

Quem era o técnico? O “Kaiser” Franz Beckenbauer. Jogador vitorioso, que nunca tinha sito técnico, assumiu a Alemanha e ganhou a Copa do mundo, com toda aquela “pompa” chic e elegante.

Ricardo Teixeira, que tinha acabado de assumir a CBF, havia escolhido o insosso Sebastião Lazaroni para comandar a seleção na copa de 90.

Lazaroni inventou um esquema 3-5-2, que o líbero era Mauro Galvão (então no Botafogo). Se deu mal. O Brasil fez sua pior campanha desde 1966, sendo eliminado pela Argentina, nas oitavas de final.
“Tião” foi sumariamente demitido.

Ricardo Teixeira se inspirou na campeã Alemanha, e convidou o “elegante” e “chic” Paulo Roberto Falcão para a vaga de técnico da seleção. Se o Brasil estava ruim, ficou pior.

             Capa da Placar  e foto de Ricardo Teixeira e Falcão em 90. Não eram parecidos, o Kaiser e o Rei de Roma?

Falcão não conseguiu sucesso com o Brasil. Longe disso. Ficou menos de um ano no cargo (foi substituído por Parreira, que conquistaria a Copa de 94), entre 90 e 91.

Saiu depois de perder a final da Copa América para a Argentina em 1991. Lembro que a seleção teve um jejum de gols no seu comando.

                                                         Fracasso no comando da seleção brasileira

Depois disso, o “Rei de Roma” treinou o América do México, seleção Japonesa e o próprio Inter. Não se destacou em nenhum desses trabalhos, apesar ter conquistado a Copa Concacaf, com o time mexicano.

Voltou ao confortável mundo de comentarista, na principal rede de televisão do Brasil. Era do primeiro time, junto com o narrador Galvão Bueno e o ex-arbitro, hoje comentarista de arbitragem (horrível), Arnaldo Cezar Coelho.

Só que esse ano a GLOBO quis apostar no ex-atacante Caio Ribeiro, que se destacou como comentarista (bem melhor que o Falcão).

Falcão se viu na posição de número 2, entre os comentaristas da GLOBO. Sendo assim, colocou no contrato com a GLOBO uma cláusula que, caso surgisse um convite para voltar a ser treinador, ele sairia da emissora.

O Atlético-PR “namorou” o ex-jogador, mas não chegaram a um acordo financeiro. Ai veio o Inter, e não teve como recusar (o salário deve ser bem digno, não acham?).

Agora pensem comigo, a diretoria do Inter queria um ex-ídolo, mas que ao mesmo, fosse um bom comandante?

Renato Gaúcho não era apenas um “ex-ídolo” gremista. Ele há mais de 5 anos é técnico de futebol, com boas passagens por Fluminense, Vasco e Bahia. Teve seus fracassos, mas já é um cara rodado, com títulos no currículo.

Era mais uma aposta para Renato, que poderia perder seus status de ídolo para a torcida gremista, do que para o clube, que contratava um técnico “de ofício”.

Dunga também foi ídolo no Inter. Começou a carreira no Beira Rio, e depois de rodar o mundo, tendo muito sucesso no futebol (basta dizer que foi capitão do tetra em 94, calando os críticos, que o crucificaram em 90), ajudou a salvar o Inter do rebaixamento em 2000.


               Dunga em 4 momentos: Copa de 90, Copa de 94, em 2000 de volta ao Inter e no comando da seleção

Depois de aposentado, virou comentarista da BAND na copa de 2006, vencida pela Itália, e que, a seleção brasileira afundou em problemas disciplinares.

O presidente da CBF (sim, depois de 16 anos, ainda era (é) o mesmo), Ricardo Teixeira se inspirou mais uma vez na Alemanha (que terminou o mundial em 3º) para escolher o novo comandante Brasileiro. 

O técnico alemão era Jurgen Klinsmann, líder e capitão da seleção alemã na década de 90. O ex-atacante não tinha experiência como técnico de futebol, mas fez boa campanha a frente dos alemães.


                                                      Klinsmann como jogador e técnico da Alemanha


Teixeira, não convencido que havia um técnico brasileiro (com exceção a Felipão, que recusou o convite) melhor que o ex-capitão de 94, apostou em Dunga, mesmo sem ter comandado nenhum time profissional anteriormente. 

Pediu a ele que renovasse a seleção e que fosse linha dura, sem os excessos da copa de 2006.

Dunga cumpriu o pedido. Mesmo sendo execrado por 99% da imprensa, fez um ótimo trabalho, até a convocação para a copa de 2010.

Foi campeão da Copa América, com o time reserva, da Copa das Confederações, e classificou a seleção para o mundial, com antecedência e tranquilidade, confirmada na vitória por 3 a 1, em cima da Argentina, na casa do adversário.

Perdeu a Olimpíada. Mas quem ganhou a medalha de ouro no comando da seleção? 
O bronze foi à consolação. Melhor que a campanha sem medalhas de Luxemburgo em 2000, ou a não classificação de Ricardo Gomes, para a olimpíada de 2004.

Sei que Dunga errou na convocação da seleção para a copa, fator decisivo para o insucesso do Brasil. Mas até ai, seu trabalho foi ótimo.

E isso aconteceu no ano passado. O último trabalho de Falcão foi em 95.

Você tem esses dois ídolos. Um mais venerado que o outro. Ok. Mas em quem você apostaria?

Para Falcão ter sucesso no Inter, significa, ganhar, já nesse primeiro semestre, o Campeonato Gaúcho e a Libertadores.

Para isso, terá que contar com insucesso do Grêmio, em ambas as competições. Um título tricolor, principalmente na Libertadores, criará problemas para o seu trabalho.

Time, o colorado tem. 
Alias, ele não terá um bom time, terá um ótimo elenco, para ganhar qualquer campeonato que disputar.

Mas será que terá a confiança dos jogadores? Conseguirá fazer o ótimo elenco render ao máximo, coisa que Renato Gaúcho conseguiu ano passado, com o Grêmio?

Minha previsão é que não vai dar certo. É apenas uma opinião.

Boa sorte Falcão.

Um comentário:

  1. Falcão é uma aposta para apaziguar o cargo de técnico do Inter com a torcida (que o ama) e imprensa (que o ama também)

    Celso Roth não é nada diplomático, assim como haviam sido Jorge Fossati e Mário Sérgio

    a grande esperança que tenho é que Renato é um grande dum 'profano' (diz muita 'tramela'), o que ele diz, geralmente ocorre o contrário, e o padeiro de Bento garantiu 'campeão do mundo sou eu, e o Falcão ganhou o que?'

    levo fé, obviamente

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