Poucas opções para o governo de Minas
Não se fazem debates políticos como antigamente. Gostava dos debates entre Brizola, Lula, Maluf e toda turma que se candidatou a presidente em 89.
Além das trocas de idéias e propostas, era um debate aberto que valia tudo, acusações e defesas.
Não vi o debate dos presidenciáveis, na verdade eu vi o último bloco. O poema de Marina Silva foi o destaque, só por ter sido inusitado, não que eu tenha gostado.
Ontem acompanhei o debate dos candidatos ao governo de Minas Gerais. Foram 5 candidatos, os principais candidatos (plagiando Juca Kfouri, corto o braço se um deles não ganhar) Antonio Anastasia (PSDB) e Hélio Costa (PMDB). Além deles tivemos: José Fernando (PV), Luiz Carlos (PSOL) e Edilson Nascimento (PT do B).
O debate seguiu as mesmas regras que foi aplicado com os presidenciáveis: cinco blocos, candidatos respondendo perguntas da população, jornalistas e fazendo perguntas entre eles. Ao final cada candidato teve três minutos para fazer suas considerações finais.
Achei bem desanimador as opções de voto. O panorama das opções de voto é bem parecido com o que se tem em âmbito federal. Dois candidatos, de fato, disputando a eleição, um terceiro candidato que aparece como opção, e o resto não da pra levar a sério.
Sei que vivemos em uma democracia e que todos devem ter chances e direitos iguais, mas levar ao debate os candidatos Luiz Carlos (PSOL) e Edilson Nascimento (PT do B) atrapalha a avaliação do eleitor
Edilson Nascimento (PT do B) não conseguiu expor nada de concreto sobre o que deve ser feito, melhorado ou até criado no estado. Respostas vazias, parecia que ele estava lá só para aparecer para o público. Não da mesmo!
Luiz Carlos (PSOL) foi a mesma coisa. Todos do PSOL querem a mesma coisa, criticar duramente quem esta no governo (não importa quem, porque eles não estão a frente de nada, em lugar nenhum). A diferença de Luiz Carlos para outros políticos do seu partido é que, por mais que propagandeiem formas utópicas de governo, o candidato mineiro não consegue ter uma proposta concreta. Vai ficar falando eternamente na distribuição de renda igual para todos e de reforma agrária. É muito pouco para uma pessoa que se candidata ao Palácio da Liberdade. Luis Carlos ainda por cima é muito mal informado sobre temas gerais. Não da!
Não conhecia José Fernando (PV) e ele me surpreendeu. Dos candidatos “pequenos” era o único em que se podia prestar atenção. Colocou em debate um tema muito importante para o estado que é arrecadação de MG com a extração de minério de ferro e de outras riquezas minerais. Falou dos royalites arrecadados, que são ínfimos, e também da isenção do ICMS para as empresas que exploram as riquezas mineiras. Um total absurdo o que estado ganha com tudo isso, sendo um dos locais mais ricos do MUNDO para a extração de minério, cobre e etc. Citou também o café e o leite como grandes alicerces da economia mineira. Falou dos salários (ridículos) da policia e professores. Enfim, é cedo para falar, precisamos de mais informação, mas ele é uma opção diferente dos candidatos do PSOL e PT do B.
Hélio Costa (PMDB) não muda. Mesmo discurso “bonachão” do presidente Lula. Sua contribuição no governo do PT serviu para, deixar o melhor candidato que o estado tinha, para concorrer com o atual o governo, Patrus Ananias, como vice-governador. Ah, ele ainda aprendeu com Lula o discurso de “tudo pelo social”. Se baseou em argumentos populistas, de salário de funcionários públicos, pouco falou de seu projeto de governo e de sugestões que podem ser implementadas. Para completar, acredite se quiser, defendeu e falou que trará para MG o ex-presidente dos correios, Carlos Henrique Custódio, que foi demitido do cargo há 2 semanas, por quem? Pelo presidente Lula. É claro, ele minimizou a demissão, argumentou, mas só enganou quem é bobo para acreditar em lorota. Para Costa os Correios estão muito bem obrigado! Essa cara de pau é requisito para se filiar ao PMDB?
Antonio Anastasia (PSDB) me surpreendeu de forma positiva e negativa. Positiva, porque parecia ser um novo Márcio Lacerda que não consegue formular uma frase objetiva. Negativa, porque por demonstrado que sabe se comunicar com os eleitores, poderia ter exposto o que pretende fazer se for eleito. Nem a soberba que o atual governo tem, de arrotar que é o melhor do Brasil, ele soube defender. Poderia ter proposto coisas novas, porque mesmo afirmando que o governo do PSDB vem fazendo uma boa administração, só pessoas ingênuas acham que não é necessário melhorar MUITA coisa. MG esta longe de ter boa educação, transporte, saúde, segurança e etc. Não adianta vir com o papo de crescimento igual ao da China, asfalto em todas cidades (que mentira, meu deus) e outras baboseiras. Esperava no mínimo um candidato com um planejamento de governo, já que ele esta no poder, deveria saber o que precisa ser melhorado.
Tivemos apenas um momento de confronto entre Costa e Anastacia. Eu esperava que fosse mais de um. O tom subiu exatamente quando foi abordado o ex-presidente dos Correios. Precisamos de mais confrontos de idéias entre os dois, para que a população escolha o seu candidato.
O saldo para mim do debate foi baixo. Insisto que, os principais candidatos precisam confrontar suas idéias, projetos e sugestões. Os nanicos deveriam ser mais bem preparados.
No geral, as opções de votos são ruins, essa é a minha opinião.
E você? Gostou dos candidatos?
Em tempo: Hélio Costa (PMDB) lidera a disputa o governo com 46% das intenções de voto, de acordo com pesquisa CNT Sensus divulgada nesta quarta-feira (11/08). O governador Antonio Anastasia (PSDB) aparece em segundo, com 26%. Em seguida, surgem Vanessa Portugal (PSTU) e Edilson Nascimento (PT do B), ambos com 1%. Os demais candidatos não atingiram 1%. Votos indecisos, brancos e nulos somam 22%. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.

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