terça-feira, 3 de agosto de 2010

Agora chega...

Olá pessoal,

O Resenha está de volta prometendo (mais uma vontade do que uma promessa) não sair do ar.
Fui tentar rever os textos escritos no passado e..surpresa! Nossa empresa predileta a OI apagou tudo! Que delicia!
Por isso sempre recomendo a OI aos amigos (ironia ligada no nível máximo!).
Mesmo sem memória este blog que vos fala continuará opinando sobre os temas mais relevantes do esporte e cotidiano.

O que mais se falou nessas última 2 semanas (não conta o caso do goleiro Bruno)?
A Ferrari e suas manipulações de resultados na principal categoria de automobilismo do mundo (e foda-se os EUA e seus circuitos ovais).

No FDS retrasado tivemos o GP da Alemanha. Felipe Massa permite a ultrapassagem de Fernando Alonso, seu companheiro de Ferrari, perdendo a chance de vencer um ano após o acidente que quase o tirou da F-1. A equipe deixou claro que Massa deveria abrir passagem para Alonso, porque o espanhol ainda tem (reais) chances de ganhar o campeonato. Restou ao brasileiro ficar puto e declarar que é importante ajudar a equipe.

Pra mim está OK. Isso sempre aconteceu. Não é nenhuma má vontade da Ferrari com os brasileiros. A F-1 como o futebol não é nenhum conto de fadas.
Mas para Felipe Massa, foi o carimbo de SEGUNDO PILOTO! Ele tem consciência da situação e por isso precisa vencer, não uma, mas algumas corridas, DESESPERAMENTE, para tentar reverter esse rotulo.

Sempre achei Massa um ótimo piloto, mas não é fora de série. Nesta categoria, atualmente na F-1, temos apenas 3 pilotos: Luis Hamilton, Fernando “escroto” Alonso e Tião Vettel. Schumi esta aposentado, mesmo disputando a F-1. Quem sabe ano que vem?!

A chance de Felipe foi em 2008 e infelizmente o titulo não veio. Pena, porque ele é do mesmo nível de Haikkonen (esse sim era um bom companheiro para Massa), que foi campeão em 2007, e hoje está cagando para a F-1, fazendo rally, tomando todas e tendo uma bela vida de playboy!

Na semana seguinte, mais um GP, o da Hungria. Nosso amigo Galvão Bueno, chamo mesmo de amigo, ele fala isso toda hora na transmissão, comenta, sem parar, da “tramóia” da Ferrari e bla, bla, bla. Não tinha como ser mais chato com um caso, que já havia repercutido durante toda a semana.

Na última volta, quando Massa estava (adivinhem?) de novo atrás de Alonso, sem “tramóia”, Barrichello e Schumi disputam a (concorrida) décima posição. Rubens passa o alemão na coragem e habilidade, poucas vezes mostradas por ele, e leva a melhor. A chance de voltar com o assunto “Ferrari” cai no colo do Galvão e de toda imprensa. Só vale lembrar que Schumacher é 7 (S-E-T-E) vezes campeão do mundo. Qualquer argumento de privilégios é babaquice. Nunca ouve disputa entre os dois, o alemão sempre foi MUITO melhor que a tartaruga chorona brasileira, e ponto final.

Sinceramente, chega da choradeira brasileira. É uma pena que não tenhamos mais Piquets e Sennas (alias a gente tem, mas são umas vergonhas para o nome que usam) na F-1. Acho ruim mesmo, porque gosto de assistir a F-1. Seria mais legal torcer para um compatriota. Mas acima de tudo, gosto do esporte (sim, é esporte Juca Kfouri) e independente de quem esteja disputando o título. Ruim era, quando o Schumi ganhava tudo contra ninguém. Não tinha graça ver as corridas. Mas esse ano....

Temos, no mínimo, 5 pilotos com chances reais de ganhar o titulo, com 3 equipes muito fortes. Temos brigas no escalão debaixo e grandes ultrapassagens, como a da tartaruga brasileira no final do GP da Hungria, que dão emoção ao campeonato.

Tivemos provas incríveis esse ano, e temos grande pilotos (e eu nem citei o Kubica nesse texto, excelente piloto), ao contrário da época de Frentzen, Alesi, Barrichello, Coulthard e outros que deviam admirar muito o Ricardo Patrese e o Berger, pilotos meia boca, que ganharam pouquíssimas vezes na carreira, mesmo correndo em grandes equipes.

Se a GLOBO quer um brasileiro para alavancar a audiência da F-1, ela que trate de acabar com a (ridícula) Stock Car, ajude uma categoria que revele jovens pilotos, transmitindo as corridas (na integra, porque a cobertura da Stock é medíocre) e mostrando esses pilotos, revelados aqui no Brasil. Criaria a chance de “fabricar” um novo Ayrton Senna. A GLOBO teria um herói para vender e todos viveriam felizes para sempre.

Um último comentário é válido, a transmissão da F-1 é uma droga. Não estou falando da corrida, essa transmissão é a mesma para todas as emissoras de todos os países que compram os direitos da F-1. Essas imagens são perfeitas e a GLOBO nunca faria igual. Falo do pré e pós corrida. A GLOBO tem dinheiro suficiente para fazer, de um produto tão bom, uma transmissão com mais informação e mais atraente para o telespectador. Não consigo acreditar que eles estão satisfeitos com as entrevistas, quando a corrida já começou, somente com a voz dos pilotos (somente os brasileiros, claro, ninguém quer saber a opinião dos outros pilotos). É um canal de televisão que tem que usar a imagem. Seria bom suficiente para uma rádio, mas para a toda poderosa GLOBO? Convenhamos..

Temos agora um intervalo de 3 semanas para o próximo GP (na Bélgica, que costuma ser muito bom). A Mclaren, parece, perdeu rendimento. O meu candidato ao titulo era Lewis Hamilton, mas se a equipe continuar assim, numa safra de bons pilotos, o meu favorito é um piloto que foi “Barrichello” durante esses anos todos, Mark Webber (ou Ueber, como a Reginaldo Leme costuma falar). Com o melhor carro, e mais inteligência que o companheiro, ele é o meu candidato ao titulo!

E para você, quem é o candidato ao titulo da F-1 em 2010?

3 comentários:

  1. Concordo com você... Acho que o Webber tem grandes chances, mas, apesar do seu título de escroto.... gostaria mesmo que o meu amigo Fernando Alonso levasse! Porque eu sou Ferrari até morrer....

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  2. O ano é da Espanhaaaaaa... mais um motivo de comemorações! MAs q o Alonso é um $#@&¨, ele é! =)

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  3. comecei a acompanhar Formula 1 pelo Nelson Piquet e fui torcedor do Ayrton Senna

    ou seja, nunca os que vieram depois me convenceram

    dá para imaginar o que seria torcer pelo Michele Alboreto e pelo Thierry Boutsen nos anos 80 tendo esperança no Rubinho e no Massa

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